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SONS DOS POVOS NA EDUCAÇÃO - Mesa do CFAC no Seminário em rede da UFSB

  • Publicado: Terça, 23 de Novembro de 2021, 10h55
  • Última atualização em Quarta, 24 de Novembro de 2021, 12h22
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Dia01Mesa04. Seminário em rede UFSB

Para essa nova edição de seu seminário em rede intitulada “são sons, são sons de sins”, a Progeac da UFSB propõe uma série de encontros a serem organizados ao redor das questões de currículo, saberes locais e do legado de Paulo Freire. Nessa linha, o Centro de Formação em Artes e Comunicação convida representantes do grupo Musicultura da Maré em Rio de Janeiro, Alexandre Dias da Silva, professor doutor na SME/RJ e etnomusicologo e Sinésio Jefferson Andrade Silva, professor doutor na SME/RJ e pesquisado em etnografia urbana e práticas musicais, junto com Thawan Dias, mestrando do PPGER -UFSB, ex-estudante de Artes da UFSB, professor de arte da rede municipal de Porto Seguro e membro do coletivo Funk no Poder, e Ajurù Pataxó, pesquisador da historia, da cultura e da língua do povo Pataxó, professor da Escola Indígena Pataxó Coroa Vermelha, para constituir a mesa intitulada “sons dos povos na educação”. A mediação será assegurada por Fernando Leão, professor de artes no Campus Paulo Freire da UFSB.A mesa on-line terá duração de duas horas e acontecerá no dia 29 de novembro às 16 horas.

2º Seminário em Rede da UFSB

O 2º Seminário em Rede da UFSB, que se realizará entre os dias 29 de novembro e 03 de dezembro de 2021, na abertura do 3º quadrimestre de 2021 toma emprestado um verso do músico Chico César para evocar o legado do educador Paulo Freire que completaria 100 anos neste ano, e com isso construir o mote desta edição: são sons, são sons de sins. Na mesma estrofe em que cita as “cadeiras elétricas da baiana”, na música Béradêro, Chico César alude poeticamente a um dos traços que compõem o que ficou conhecido como método Paulo Freire: “E a cigana analfabeta/lendo a mão de Paulo Freire”, evocando a associação de diferentes saberes e a ruptura com a distinção de valor comumente atribuído ao par saber/conhecimento, igualando-os.

Para dar continuidade ao Seminário em Rede como um lugar de encontros com a comunidade da UFSB, a ideia é expandir os debates sobre currículo, neste momento em que os cursos de graduação da UFSB são atravessados por reformulações amplas, devido às normativas institucionais e nacionais. Nesse sentido, invocar o nome de Paulo Freire, mais do que fazer parte da rede de homenagens, significa repactuar os sentidos dados às arquiteturas curriculares de cursos de uma universidade popular, “béradêra”, criada como parte de uma política de interiorização do ensino superior brasileiro. No processo dialógico de tradução das políticas curriculares, tanto da instituição como das advindas de normativas nacionais, impõe-se margear o que constitui os ideais da UFSB, para não perder de vista, em movimentos interpretativos ininterruptos, a força de seus preceitos: ressonância regional, impacto social, pluralidade pedagógica, flexibilidade, interdisciplinaridade etc. O convite é para nos lançarmos sobre a afirmação desses princípios – são sons, são sons de sins – como temas geradores, para daí extrairmos concepções que nortearão os currículos da UFSB tanto no ensino como na pesquisa e na extensão.

 

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