BANCAS DE QUALIFICAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Artes da UFSB convida para as Bancas de Qualificação de Mestrado:
| Título: |
Cinema, fazer fílmico e as cosmopolíticas afroindígenas-populares do Sul da Bahia |
| Estudante: |
Joana Aranha Moncau |
| Orientador: |
Dr. Bernard Pêgo Belisário - PPGArtes/UFSB |
| Linha de Pesquisa: |
Processos Artísticos e Comunidades |
| Banca Examinadora: |
Dra. Rosangela Pereira de Tugny - PPGArtes/UFSB |
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Dr. Rodrigo Rossi Morelato - UFSB |
| Data: |
27/02/2026 |
| Horário: |
19h |
| Local: |
Sala a ser divulgada no quadro de avisos do Pavilhão Administrativo do Campus Sosígenes Costa |
| Resumo: |
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| O projeto se propõe a realizar um exercício de montagem de um documentário que está em processo de realização, em colaboração com comunidades afro-indígenas e populares do sul da Bahia, buscando conectar esse processo à reflexão contemporânea a respeito do processo fílmico em parceria com comunidades tradicionais. Conectando-se aos métodos da pesquisa-ação e da etnografia, montaremos o material documental registrado pela proponente do projeto nos anos de 2019 e 2020, em conjunto com duas comunidades tradicionais ligadas à Teia dos Povos da Bahia - rede que congrega grupos indígenas, quilombolas, camponeses, pescadores, representantes de comunidades de terreiros em torno da agroecologia e da defesa dos territórios comunitários. Após apresentar um primeiro corte do documentário às respectivas comunidades, o retorno delas sobre o material será elemento-chave para a análise aqui proposta e para a edição de um novo corte do documentário, que será apresentado junto com a reflexão ensejada durante sua produção. |
| Palavras-chave: |
Comunidades afro-indígenas; Teia dos Povos; Documentário; Pesquisa-ação; Sul da Bahia |
| Título: |
O ensino das artes e a transição da educação infantil para o ensino fundamental |
| Estudante: |
Ana Cássia Caldas de Jesus |
| Orientador: |
Dr. Daniel Fils Puig - PPGArtes/UFSB |
| Linha de Pesquisa: |
Pedagogia das Artes |
| Banca Examinadora: |
Dr. Tássio Ferreira Santana - PPGArtes/UFSB |
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Dra. Marilane Abreu Santos - CAp/UFRJ |
| Data: |
27/02/2026 |
| Horário: |
15h |
| Local: |
Sala virtual a ser divulgada no quadro de avisos do Pavilhão Administrativo do Campus Sosígenes Costa |
| Resumo: |
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| Neste trabalho apresento minha pesquisa acerca do ensino das artes na transição entre a educação infantil (pré-escola) e o 1º ano do ensino fundamental. A pesquisa é de natureza bibliográfica e analisa autoras/es que refletem sobre esse processo e sua relevância na formação da criança. Discuto a importância do brincar, da ludicidade na educação infantil e a ruptura que acontece nas práticas de ensino-aprendizagem nessa transição. E a diferença da organização dos espaçostempos, da relação com o território e os saberes locais, a partir do universo da escola pública. A partir disso, apresento a importância da relação entre família, território e escola, e da escuta da criança nesse processo. |
| Palavras-chave: |
Transição; Artes; Educação Infantil; Ensino Fundamental |
| Título: |
Artes e patrimônio: por pedagogias decoloniais |
| Estudante: |
Carolina Carlos Aiala |
| Orientador: |
Dr. Sérgio Barbosa de Cerqueda - PPGArtes/UFSB |
| Linha de Pesquisa: |
Pedagogia das Artes |
| Banca Examinadora: |
Dr. Eder Rodrigues da Silva - PPGArtes/UFSB |
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Dr. Ricardo Oliveira de Freitas - UNEB |
| Data: |
26/02/2026 |
| Horário: |
14h |
| Local: |
Sala virtual a ser divulgada no quadro de avisos do Pavilhão Administrativo do Campus Sosígenes Costa |
| Resumo: |
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| Esta dissertação desenvolve reflexões no campo da pedagogia das artes acerca de outros caminhos possíveis para o trabalho pedagógico na educação básica em aulas de artes sobre a educação patrimonial. Neste sentido, a pesquisa propõe-se a uma indagação acerca das dimensões educacionais, sociais e relacionais do conceito de patrimônio no ensino das artes. Para tanto, interessa ao nosso percurso investigar as noções de patrimônio sensível, com base nas reflexões teóricas de Ana Mae Barbosa, e de patrimônio afetivo e coletivo, a partir do pensamento de Antônio Bispo dos Santos (Nêgo Bispo), além do diálogo com textos referenciais do pensamento decolonial. A análise caminha pelo resgate de documentos - Guia Básico da Educação Patrimonial (1999) e o Guia Cultural do Museu Aberto do Descobrimento (2001) -, assim como pelas visitas realizadas como trabalho de campo junto ao Museu da Epopéia do Descobrimento (Porto Seguro) e ao Museu Indígena, em Coroa Vermelha (Santa Cruz Cabrália). Consequentemente, a pesquisa busca empreender uma melhor ressignificação do patrimônio na Arte-Educação como algo vivenciado de forma afetiva e sensível nos processos pedagógicos para as aulas de artes, de forma a possibilitar a construção individual e coletiva de um “Museu de Nós” ou “Memória de Nós”. |
| Palavras-chave: |
Pedagogia das artes; Patrimônio; Pedagogia Decolonial; Memória de Nós |
| Título: |
Dramaturgia Transvivente: poéticas de um corpo trans em cena |
| Estudante: |
Ariel dos Santos Vieira |
| Orientador: |
Dr. Éder Rodrigues da Silva - PPGArtes/UFSB |
| Linha de Pesquisa: |
Dramaturgias do Corpo e da Cena |
| Banca Examinadora: |
Dr. Marcos Antônio Alexandre - PPGArtes/UFSB |
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Dr. Marcelo Eduardo Rocco de Gasperi - UFOP |
| Data: |
26/02/2026 |
| Horário: |
10h |
| Local: |
Sala virtual a ser divulgada no quadro de avisos do Pavilhão Administrativo do Campus Sosígenes Costa |
| Resumo: |
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| Esta pesquisa propõe o conceito de transvivência dramatúrgica, elaborado na intersecção entre arte, política e existência, como forma de nomear e visibilizar as escrevivências de pessoas trans no campo da dramaturgia. O termo não é compreendido como categoria técnica ou estilística, mas como uma inscrição de vida que tensiona os limites cisnormativos historicamente impostos aos modos de representação. A dramaturgia transvivente emerge, assim, como gesto de reconfiguração da cena enquanto território de afirmação da diferença, entendendo o ato dramatúrgico como uma forma de escre(v)er-se no mundo e produzir narrativas que desafiam a hegemonia cisgênera. A pesquisa compreende a transgeneridade como experiência histórica e plural, presente em diferentes culturas e temporalidades, contrapondo-se à ideia de que identidades trans seriam fenômenos recentes ou restritos ao Ocidente, evidenciando que expressões dissidentes de gênero foram sistematicamente apagadas por regimes coloniais, biomédicos e cisnormativos, sendo as artes espaços centrais de memória e disputa historiográfica. A análise da peça Manifesto Transpofágico, de Renata Carvalho, é mobilizada como exemplo de dramaturgia insurgente que se escreve a partir do corpo, da memória e da experiência vivida, além de ser tangenciada à luz do conceito de necropolítica, de Achille Mbembe, compreendida como violência estrutural articulada ao racismo, à colonialidade e à cisnormatividade. A transvivência dramatúrgica é apresentada como um campo de insurgência poética e política, no qual escrever dramaturgicamente constitui um ato de resistência ontológica e de invenção de novos modos de existir. |
| Palavras-chave: |
Dramaturgia; Transvivência; Transgeneridade; Escrevivência; Poéticas Contemporâneas |
| Título: |
Memórias de chão que atravessam o corpo: jogos teatrais, território e identidade juvenil no extremo sul da Bahia |
| Estudante: |
Thainá Souza Ortolani |
| Orientador: |
Dr. Gessé Almeida Araújo - PPGArtes/UFSB |
| Linha de Pesquisa: |
Pedagogia das Artes |
| Banca Examinadora: |
Dr. Tassio Ferreira Santana - PPGArtes/UFSB |
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Dr. Osvanilton de Jesus Conceição - UEMS |
| Data: |
25/02/2026 |
| Horário: |
14h |
| Local: |
Sala virtual a ser divulgada no quadro de avisos do Pavilhão Administrativo do Campus Sosígenes Costa |
| Resumo: |
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| Os jogos teatrais são destinados ao auxílio do desenvolvimento de estudantes/atores com base na imaginação, com foco principalmente na improvisação. Estes jogos, mesmo que direcionados inicialmente para o ofício do teatro, são aplicáveis para atores ou não. Este trabalho parte de discussões acerca de como utilizá-los em práticas criativas cênicas com adolescentes como forma de sensibilização da criticidade sobre identidade cultural e territorial. Lanço mão dos jogos teatrais como metodologia artística para estimular à autopercepção destes estudantes, o que desencadeou a elaboração de um conjunto de oficinas teatrais a serem realizadas. Assim, este estudo propõe uma reflexão sobre como uma experiência cênica a partir de jogos teatrais com estudantes da educação básica da Escola SESI Maria Odília Teixeira, da cidade de Teixeira de Freitas, no extremo sul baiano, pode estimular uma criação cênica sobre seu território, memórias e sobre si mesmos. O método qualitativo a ser utilizado será a pesquisa-ação. A base bibliográfica referente a jogo, com Johan Huizinga (2000); pedagogia teatral apresentada pela Ingrid Koudela (2017) e o sistema de jogos teatrais de Viola Spolin (2005). Para completar o jogo, busco Peter Slade (1978) sobre jogo dramático, e o drama com jogos teatrais de Beatriz Ângela Vieira Cabral (2012). Além disso, dialogo com autores que discutem corpo e identidade, sendo o Luiz Rufino (2023) com sua reflexão acerca dos aprendizados corporais em sua integralidade e Eduardo Oliveira Miranda (2014) que traz a perspectiva do corpo-território. A partir desse conjunto de ações, pretendo refletir sobre práticas em que a memória cultural e territorial dos estudantes sejam evidenciadas, além de refletir sobre como essas memórias surgem e colaboram com o processo de aprendizagem artística cênica. |
| Palavras-chave: |
Jogos teatrais; Educação básica; Identidade cultural; Território |
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