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Docentes da UFSB estão presentes em ranqueamento internacional de produtividade científica

  • Escrito por Heleno Rocha Nazário
  • Publicado: Sexta, 22 de Outubro de 2021, 16h10
  • Última atualização em Segunda, 25 de Outubro de 2021, 18h25
  • Acessos: 1117

Conforme o Ranking AD Scientific Index 2021, 25 docentes da Universidade Federal do Sul da Bahia estão entre os mais produtivos e de maior impacto em suas respectivas áreas na região da América Latina e do grupo BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O AD Scientific Index (Alper-Doger Scientific Index) é um ranqueamento por produtividade e impacto na área, traduzido este em citações dos papers conforme os índices de cada pesquisador. 

O índice é uma criação dos professores Murat Alper e Cihan Döger, e seu cálculo emprega os valores totais e dos últimos cinco anos do índice i10, do índice h e pontuações de citação no Google Scholar. Além disso, outro parâmetro é a razão entre o valor dos últimos cinco anos e o valor total dos índices antes mencionados, para enfatizar a produtividade dos cientistas. O ranking pode ser consultado neste link.

Os pesquisadores e docentes da UFSB constantes do AD Scientific Index 2021 são Daniel PiottoJomar Gomes JardimNadson Ressyé SimõesSebastiao Rodrigo FerreiraLuiz Fernando Silva MagnagoJeane Almeida, Ricardo De Araújo KalidVanner BoereCarlos Werner HackradtFabiana Cézar Félix HackradtCarlos Eduardo PereiraLeonardo MoraesDelio José MoraGabriela Andrade Da SilvaJaílson Santos De NovaisFabricio Berton ZanchiJoão Carlos MedeirosFabrício Lopes De CarvalhoGrasiely BorgesLuiz Norberto WeberMaria Luiza Caires Comper, Sandra Adriana Neves NunesMarcelo Soares Teles SantosOrlando Jorquera e Márcio Roberto De Garcia Maia.

 

A reitora da UFSB, professora Joana Angélica Guimarães, avalia que "o destaque de nossos professores, de nossos alunos, técnicos, abre portas para a nossa universidade. Cabe ao gestor buscar as condições necessárias para essas pessoas desenvolverem suas atividades, mas as atividades dessas pessoas alimentam o potencial de busca de recursos e parcerias em âmbito nacional e internacional". Ela considera que esse resultado, em uma universidade tão nova quanto a UFSB, promove a imagem institucional e fortalece a demanda por recursos que mantenham e ampliem a resposta da academia para a sociedade.

A gestora também destaca que a região Sul da Bahia também ganha com isso, pois conta com cientistas que se interessam e pesquisam as questões regionais. "Nós temos aqui pessoas que estão trabalhando e pensando nos problemas da região, em como solucioná-los", diz a reitora, ao lembrar que há situações e riquezas que acabam esquecidas ou deixadas de lado pela falta de quem possa dar tratamento adequado. Ela aponta para outro aspecto essencial da atuação da UFSB: o ensino. "Quando você tem um pesquisador de renome, que conhece bem sua área e que tem relações com outras instituições, tudo isso traz benefícios para o estudante em seu percurso formativo. Isso é bom para a universidade no sentido da busca de recursos e também no sentido da melhoria da qualidade do ensino. À medida que a universidade se torna mais conhecida, isso atrai mais pessoas: estudantes de outras regiões e mesmo da nossa região podem se espelhar nisso e decidir conhecer e estudar em nossa universidade. O ser humano é assim: algo que nos encha os olhos nos desperta a dedicação", pondera a reitora. "Com certeza, o fato de ter pesquisadores reconhecidos, de renome, traz para a região esse potencial do ponto de vista econômico e também de desenvolvimento social. Nossos pesquisadores estão de parabéns", felicitou a professora Joana. 

Para o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFSB, professor Rogério Quintella, os indicadores empregados no ranqueamento da AD Scientific Index são reconhecidos e bastante empregados para mensurar impacto das pesquisas e dos cientistas, mas é preciso refletir que há uma camada de complexidade da produção científica mundial que essas listas não conseguem captar. "Algumas áreas são muito mais propensas à publicação e à citação. Por exemplo, na área médica, no campo de estudos relativos a câncer, eles têm índices de citação muito mais altos que seus congêneres de outros campos. O mesmo fenômeno acontece quando você compara uma grande área de conhecimento com outras. Por exemplo, todas as áreas das Ciências Sociais Aplicadas tem muito menos citações, e isso é no mundo inteiro, que seus congêneres das áreas de Exatas, ou de Biologia", avalia o gestor.

O professor Quintella também pondera que o número de pesquisadores da universidade constantes no Index é um resultado muito positivo, tendo em vista o pouco tempo de existência e a quantidade de docentes da instituição. "Se você analisar universidades contemporâneas da UFSB, muitas têm menos docentes ranqueados que nós. São excelentes pesquisadores, e algumas universidades com o mesmo tempo de vida da UFSB, todas elas maiores que nós, e elas não tiveram a mesma quantidade de pesquisadores presentes no ranking. Isso para mim, só confirma o que, na condição de pró-reitor de Pesquisa e Graduação, eu já tenho visto: que a UFSB tem sim uma vocação para a pesquisa, que ela tem sim uma vocação tecnológica, e que nós mesmos muitas vezes não nos damos conta disso. Então esse ranqueamento vem nos chamar a atenção para isso e eu parabenizo os pesquisadores dele constantes".

 

O que é o AD Scientific Index

Ao todo, o AD Scientific Index conta com nove parâmetros, indicando a classificação de um cientista individualmente em 12 áreas: Agricultura e Silvicultura, Artes, Design e Arquitetura, Negócios e Gestão, Economia e Econometria, Educação, Engenharia e Tecnologia, História, Filosofia, Teologia, Direito / Direito e Estudos Jurídicos, Ciências Médicas e da Saúde, Ciências Naturais, Ciências Sociais e outros. 

No mundo, ao todo foram analisados 707.846 cientistas de 13.466 instituições em 204 países de 11 regiões: África, Ásia, Europa, América do Norte, América Latina, Oceania, Liga Árabe, EECA (Eastern Europe and Central Asia), BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), USAN (United States Adopted Names), COMESA (Common Market for Eastern and Southern Africa). Na América Latina, o universo considerado compreende 53.189 cientistas, 32 países e 1.321 universidades. E no âmbito dos BRICs, a AD Scientific Index classificou 98.347 cientistas de cinco países e 3.500 universidades.

 

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